O Dia da Memória de Parnaíba será comemorado logo mais às 17:00h na Praça do Cajueiro de Humberto de Campos, com homenagens do Movimento Espírita de Parnaíba e Secretaria de Cultura de Parnaíba.
Há vinte anos o Movimento Espírita presta homenagens à Humberto de Campos com a Semana Espírita Humberto de Campos, finalizando o evento com homenagens na Praça do Cajueiro.
Sancionada a lei que instituiu o dia 25 de outubro como o "Dia da Memória de Parnaíba", a Secretaria de Cultura de Parnaíba passa a fazer parte desse momento de homenagens e nesse ano entra com apoio as atividades espíritas realizadas nesta data. Logo mais, às 17:00h, será apresentado um monólogo sobre Humberto de Campos, pelo ator José Wilson, como parte das homenages da Secretaria de Cultura que assumiu o compromisso de organizar o ambiente do evento para esta festividade. Até então, cabia ao Movimento Espírita, a responsabilidade por limpeza, iluminação e organização do ambiente para o evento.
Lembrando que na gestão de Arlindo Leão, como secretário de cultura, é que o calendário das atividades espíritas passaram a fazer parte do calendário de eventos da cidade de Parnaíba e que o movimento contava com o apoio do então secretário de cultura que também colaborou com evento teatral e banda de música para abrilhantar o evento.
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Sancionada pelo prefeito José Hamilton, a 10 de novembro de 2008, a lei número 2449, entrou em vigor na mesma data, a partir de quando ficou “instituído o Dia da Memória da Parnaíba, a ser celebrado anualmente dia 25 de outubro”.
Art. 1º - Fica instituído no Município o Dia da Memória da Parnaíba, a ser celebrado anualmente dia 25 de outubro.
Art. 2º - Durante o Dia da Memória da Parnaíba deverão ser desenvolvidas ações e promoções que difundam, fortaleçam e resgatem a História do Município.
Art. 3º - As atividades alusivas ao Dia da Memória serão observadas pelo Poder Público Municipal através das Secretarias da Cultura e da Educação em integração com instituições literárias, históricas e jornalísticas do Município.
Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Proposta apresentada à Câmara Municipal de Parnaíba pelo vereador Iweltman Mendes na sessão de 8 de outubro de 2008.
Proponentes: Jornal cultural O Bembém, através de seus editores: Benjamin Santos, Diego Mendes Sousa e Tarciso Prado; Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico da Parnaíba (IHGGP), através de sua Presidenta, Filomena Bezerra; Centro de Ação e Integração Social (CAIS), através de seu Presidente, Fernando Silva; Movimento Espírita de Parnaíba, através de sua coordenadora Dora Rodrigues.
Justificativa
Escrita por Benjamin Santos e apresentada na Câmara por Iweltman Mendes
Em 1933, foi lançado na cidade do Rio de Janeiro, um livro que seria dos mais vendidos naquele ano em todo o Brasil: Memórias, do escritor Humberto de Campos. Até hoje, passados 75 anos, é o livro mais popular do autor e aquele que toca mais fundo o coração do povo parnaibano.
Em suas Memórias, Humberto de Campos relembra a Parnaíba de sua época, cidade em que viveu parte de sua infância e adolescência. Parnaíba está presente em quase todo o livro, refletida com emoção e profunda sensibilidade. Em suas páginas, encontra-se o mais sensível e afetuoso documento sobre a cidade no final do século XIX: o centro da cidade, os costumes, o processo educativo, o comércio, os Morros da Mariana, a Pedra do Sal...
Tudo isso fez de Memórias uma fonte indispensável para qualquer estudo sobre a Parnaíba de 110 anos atrás. Com o sucesso das vendas durante mais de vinte anos, foi através desse livro que a Parnaíba correu o país e emocionou brasileiros d todas as regiões.
Tudo começou quando o menino Humberto chegou à Parnaíba em companhia de sua mãe e uma irmã. Vieram para morar, depois da morte do chefe da família, o pai de Humberto. Aqui, o menino morou cerca de oito anos, estudou nas melhores escolas e, certo dia, plantou uma castanha de caju no quintal de sua casa. Em pouco tempo, a castanha germinou e fez crescer o mais frondoso cajueiro da cidade.
Tempos depois, no Rio de Janeiro, adotando apenas o sobrenome da família de sua mãe, tornou-se o mais popular escritor brasileiro da primeira metade do século XX. E jamais esqueceu a Parnaíba.
Com seu livro de memórias foi o primeiro escritor a tornar o nome da Parnaíba conhecido em todo o Brasil. E o cajueiro que ele havia plantado em 1893 continua belo, frondoso, florescendo e oferecendo frutos durante o verão, retrato emocionante da Parnaíba de outrora.
Nos dias atuais, quando o Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional concretizou o tombamento de grande parte do nosso patrimônio arquitetônico e ambiental, faz-se urgente que lutemos pela preservação geral de nossa Memória em todos os níveis. Como forma de incentivo a essa preservação , propomos que o Dia do Nascimento de Humberto de Campos, 25 de outubro, passe a ser designado por lei como o Dia da Memória da Parnaíba.
Será uma forma dessa cidade homenagear aquele que primeiro registrou aspectos de sua História a nível nacional e de relembrar aos nossos concidadãos que nossa História tem de ser continuamente estudada e relembrada, para que continue viva.
PROGRAMAÇÃO ALUSIVA AO DIA DA MEMÓRIA DE PARNAÍBA
Domingo - 25 de outubro - 17:00h
Momento Cultural na Praça do Cajueiiro de Humberto de Campos
Homenagens da Secretaria de Cultura e do Movimento Espírita de Parnaíba
Apresentação de um monólogo sobre Humberto de Campos, pelo ator José Wilson