

A ectopia cordis é talvez um dos piores defeitos congênitos que uma pessoa possa padecer. Com uma ocorrência de somente 7 casos por milhão de nascimentos (EUA 2007) e um índice de mortalidade de 99% passadas as primeiras 48 pós parto;
o mau caracteriza-se pela incorreta posição do coração no corpo. Geralmente localizado abaixo do pescoço ou sobre o peito.
Christopher Wall, o homem que nasceu com o coração fora do corpo
Christopher nasceu em 19 de agosto de 1975. Conquanto tinha sido uma gravidez sem complicações, no momento de dar a luz, todo o pessoal da sala de parto emudeceu ao ver algo que parecia ser o coração do recém nascido batendo fora de seu corpo. Depois de várias análises os médicos encontraram a origem de sua má formação: ectopia cordis, um defeito congênito que, no melhor dos casos, só permite um máximo de vida de 48 horas. No entanto, Christopher venceria qualquer prognóstico contrário. Não só sobreviveu as 48 horas diagnosticadas, senão que chegou a idade adulta. Sua história é realmente alentadora e uma lição de vida, já que, apesar das imensas complicações de sua condição, conseguiu cumprir suas metas pessoais só com a proteção de uma camada de pele cobrindo seu coração exposto, graças a uma cirurgia; cirurgia que tinha o objetivo de colocar seu coração dentro de seu peito. No entanto, depois de seis paradas cardíacas, optaram por somente cobrir o órgão exposto com pele. Qualquer queda, qualquer golpe, poderia por fim a vida de de Cristopher. Sua única proteção era um escudo plástico construído sob medida por seus médicos. Não obstante, nada conseguiu deter seu desejo de concretar suas metas. Christopher é a única pessoa com ectopia cordis que chegou a idade adulta. mdig
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