A perspectiva de um cenário catastrófico levou 193 países a se reunirem em Copenhague para discutir as mudanças climáticas. Os cientistas estão imaginando, projetando e experimentando centenas de propostas para salvar o planeta.
São algumas idéias: pintar as cidades de branco para refletir a luz solar, colocar milhões de espelhos em órbita para refletir os raios solares para fora da Terra, soltar barcos no mar que borrifam névoa, simular a ação de vulcões com canhões lançadores de bombas de enxofre, criar árvores artificiais.
Animais ruminantes, como o boi e a vaca, arrotam muito e, ao fazer isso, soltam uma quantidade enorme de gás metano, que é 20 vezes mais danoso para o efeito estufa do que o CO2. São bilhões de cabeças de gado no mundo, e os cientistas estudam remédios para aliviar o arroto que, somado, provoca grande estrago. Mas, mesmo que dê certo, isso resolveria apenas parte do dano provocado pela pecuária. E como pouca gente no mundo está disposta a deixar de comer carne, uma solução radical está sendo tentada.
A Universidade Ocidental da Austrália trabalha no desenvolvimento do que deverá ser a primeira carne artificial do mundo, criada a partir de células de músculo de um carneirinho. As células foram cultivadas em uma solução de plasma de sangue animal. E depois colocadas em uma máquina que gira constantemente para que a carne cresça em três dimensões.
Agora, os cientistas estão quebrando a cabeça para dar alguma textura à carne. Para que ela fique um pouco mais parecida com um músculo de verdade. Quanto ao gosto, por enquanto ela não é legalmente considerada comida. E, portanto, não pode ser comida. Assim, o sabor da carne artificial deve permanecer um mistério por um bom tempo.
Texto: http://fantastico.globo.com/Jornalismo/
Foto: http://www.revistaglobal.com.br