

Como escrever? Com emoção, expressando sentimentos que "pegam" no dia-a-dia? Com objetividade, apenas narrando? Com orgulho de seu gigantismo, seu progresso? Com saudades, mas não saudosismo?
Para quem escrever? Para aqueles que também amam Parnaíba porque "Só quem ama é capaz de ouvir e entender estrelas", como disse o nosso Olavo Bilac.
Do que escrever? Escrever sobre a Parnaíba dos nossos sonhos? Sobre a cidade surpresa? Sobre a saudade de uma Parnaíba de antes? Sobre os sons, os sabores, os sotaques da cidade?
Não sei. Vou deixar, não "Ao Correr da Pena", como dizia José de Alencar ao escrever suas crônicas no século XIX, mas "Ao Correr do Teclado", neste século XXI. Vamos ver o que acontece.
Parnaíba é "minha" sim. É a cidade onde nasci, cresci, vivi e ainda vivo. Amo-a de paixão. Impossível identificá-la com simples palavras. É brutal. É cosmopolita, é caleidoscópica, é espantosa, é dinâmica, é estranha, é vibrante, é violenta, é improvisadora, é contraditória, é ousada. Todas estas e muitas mais a identificam.
Amo Parnaíba pelos contrastes entre o belo e o feio, o bom e o ruim, o antigo e o moderno.
Enfim, amo tudo de Parnaíba. E por amor aceito suas qualidades e seus defeitos, suas vantagens e desvantagens. Escrever sobre ela é passar minhas emoções, compartilhar com outros que lhe dediquei idêntico amor.
Mikhaela Beatriz Prado de Araújo Dourado
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