Fanal do Van Gogh Irrevelado - Poema de Diego Mendes Sousa

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FANAL DO VAN GOGH IRREVELADO

 

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A noite desabou em fúria.

 

A oeste, o crepúsculo em diversos tons

sangrava sua vertigem de fim:

um azul, um leve branco, uma cor obscura,

um amarelo escondido, um alaranjado alarmante,

traduziam a vida em tristeza enraivecida.

 

O poente nascia na fera dos olhos entardecidos.

 

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Era inaugural,

como os fantasmas anunciados

desde estrelas, luas, cometas inidentificáveis

 - este quarto revestido em alegria momentânea -

os incêndios do mundo

deflorando os abismos do humano.

 

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As crenças do céu (e um deus na sombra)

a derrubarem espaços, voos,

sons do infinito.

Os girassóis comendo o sol

da sua orelha de lobo ilusionista

em lago de luzes no descampado,

onde também a loucura do farnel

encantado dos sonhos envelhecidos

semeava os seus gemidos verdadeiros em flor,

autorretrato de um poeta da imagética

que se viu degolado no horizonte metafísico da dor

- Vincent van Gogh estrelado (brilhante!)

a pincelar almas, fogos,

o insanável mesmo no navalhado corpo

das cousas não reveladas.

 

Vincent van Gogh's Vincent's Chair with His Pipe Painting

 

Poema de Diego Mendes Sousa

Extraído do livro de poemas FANAIS DOS VERDES LUZEIROS (2017)

Pinturas de Van Gogh

 

 

 

 

 

Por: artes