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Rapidinhas

A pesquisa, assim como qualquer proporcional, é sempre muito difícil de pontuar, os políticos sabem disso. Quem apareceu na estatística levantada pelo Data AZ deve comemorar, mas não dá pra bater o martelo. A mesma serve apenas como termômetro inicial de longa jornada e pra ver que cargo disputar.
É cada vez mais forte a possibilidade de Mão Santa ser o candidato do Governo do Piauí a prefeitura de Parnaíba. Como nenhum dos candidatos do partido do vice-governador (PMDB) e da sigla de Wilsão (PSB) despontaram bem nas pesquisas, o governador teria selado o acordo com o ex-senador na terça, 31.

Luiz de Miranda


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Luiz de Miranda

Dos grandes poetas vivos brasileiros só esperamos auroras. Refiro-me ao Lêdo Ivo, Ivan Junqueira, Alberto da Costa e Silva ( a tríade da Academia Brasileira de Letras que conheci pessoalmente, tomado de espanto, quando avistei os três poetas vindo em minha direção, que paraíso!), Ferreira Gullar e, em especial, Luiz de Miranda.

Luiz de Miranda é o grande poeta que acabo de ler toda a obra ( mais de 2.500 páginas) e que obra poética!

Fica a sensação que o azul mora dentro da gente, entanto, o azul habita mesmo é na solidão e na esperança do povo brasileiro.

Um dos belos poemas de Luiz de Miranda:

Tu tens que tentar
tocar as estrelas,
destina toda a tua
vida para esta sorte.
Não fiques somente em vê-las.
Acorda-as com o brandir do verso,
que sobe do amor, antes imerso,
e vai luzir com elas
no esplendor da eternidade.

Olho lasso diante da amplidão,
dou mil passos além da solidão.
Meia lua gris, morte e incêndios,
ao esmeril do vento.
O tempo dorme e é inútil,
enorme é a dor que me assedia,
e não estanca esta sangria.
Rosa branca, rosa branca,
és meu mistério e missão,
és quando abril assume
o tendal alto das estrelas.

Aí estou coberto do que amo,
sirvo a mesa e proclamo
que o amor reina mil anos,
e um pouco dele, talvez muito pouco,
passa por nossa alma,
que é lavada no orvalho da manhã
e resplandece na sombra branca
da minha mão magra,
que escreve, dolorosamente, o poema,
esse dilema de uma vida inteira.

Minha covardia é amar demais,
e depois chorar a perda de quem se ama.
Mas sem isso a vida não bate na alma.
Melhor amar e ir morrendo nos seus sulcos,
do que deixar para outro dia o que é diamante,
mar, azul, manto de pérolas, ramo de flores,
que nos envolvem por dentro do corpo.
Sou às vezes navio sem porto,
mas navego os milagres da paixão.

Luiz de Miranda

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