Rapidinhas

Disse ainda que o juiz não revela seu nome porque deve ser imparcial, mas sabe que o falastrão será um grande político. Tererê, em cima de seu carro de som, na praça da graça, disse que já um grande político e que poderá, em breve, ser governador, senador ou presidente. Alguém aí é contra?
O órgão que vive de impressora quebrada, agora não tem papel para emissão de documentos. Tem gente que há 15 dias pagou taxas para tirar a CNH e até gora não caiu no sistema, além de outros que, há dois meses, renovaram a carteira e ainda não receberam. Quem resolve?

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       Já faz bastante tempo que não acredito em papai noel, saci pererê, mula sem cabeça e lobisomem. Entretanto, faz pouco tempo que deixei de acreditar em políticos.

Sim, porque sempre acredito no ser  humano, como criação divina  que deve e vai progredir, sempre. Mas o político é um bicho meio difícil de se colocar no mesmo patamar dos seres humanos. São bizarros demais. Claro, existem as excessões. Cada vez mais raras, é verdade.

      Todo esse preâmbulo é para dizer que tenho medo de que outras pessoas fiquem também definitivamente descrentes na classe. É que nossos vereadores estão   ameaçando voltar com as sessões itinerantes, ou seja, realizar as reuniões deles  nos bairros, em prédios públicos, com a participação da comunidade.

      Foi em 2007, quando aprovaram uma lei, de autoria do vereador Gentil Linhares, que a experiência aconteceu. A lei das sessões itinerantes rezava que na última reunião de cada mês a Câmara seria deslocada para os bairros, onde os vereadores se reuniriam, ouviriam o povo e  seriam  ouvidos. Aliás, foi uma das poucas leis do legislativo executadas, embora depois tenha sido esquecida, como tantas.

      Digo-lhes que empolgados discursos foram feitos. Brilhantes promessas. E o povo, em alguns momentos, acreditou. O povo é muito ingênuo. De prático, o que aconteceu? Quase nada, porque o legislativo não combinou com o executivo para que este realizasse pelo menos a metade das promessas feitas.

       Exemplo? Prometeram, naquele ano de 2007  - e ninguém falava em reeleição de Zé Hamilton, tirar aquele mini-gueto que fica naquela rua que passa em frente à igreja de São Francisco da Guarita (fotos). Juraram que o prefeito iria construir um moderníssimo mercado no campo da  Mercedes, em parceria com o Sebrae e a FIEPI e, consequentemente, aquelas pessoas que se arrastam por alí, em jogatinas, bebedeiras e prostituição, seriam deslocados para um local mais decente, menos infecto. Alguns acreditaram. E tudo continua lá, do mesmo jeito... Muitas outras promessas bonitas foram feitas. Mas só promessas.

Prefeitura vai participar

      Nesta nova versão que pretendem dar às sessões itinerantes, nossos edis prometem combinar com o prefeito Zé Hamilton ou com o vice-prefeito Florentino, para que a coisa funcione e tudo não fique só em promessas. Mas, mesmo assim, será que dá para acreditar? Eles são políticos...

Valdeci Cavalcante

      A propósito, falando em campo da Mercedes, o grande, impoluto, conspícuo e notável Valdeci Cavalcante também prometeu fazer, no mesmo local onde o prefeito faria o mercado da Guarita, uma escola moderníssima, de primeiro mundo, que só existe no Rio de janeiro. Já havia até falado com o povo do Sebrae... Conversa mole, também.

Praça da Santa Casa

      Lembro-me que desde que governou Parnaíba pela primeira, em 1993, Zé Hamilton já sentia que a praça da Santa Casa iria se transformar no antro em que se transformou. Já era preocupação dele encontrar forma de acabar com aquela  esculhambação, que foi criada com a aquiescência do então prefeito Mão Santa, que foi deixando as pessoas alí comercializarem sob a alegação de que "os pobres não podiam ser perseguidos e que não poderia mexer com eles".

     Agora, em 2010, no dia da inauguração do novo Hemocentro, na praça do troca-troca, com o governador sentindo o cheiro de mijo e cocô, José Hamilton não soube dizer que medida efetiva vai tomar para tirar daqui aquela imoralidade. Culpou quem deixou  aquilo acontecer e disse que ainda vai estudar com aquelas pessoas um local para eles se transferirem. Só que houve tempo demais para este estudo, doutor!!!

Voltei

      Ah, ia esquecendo de dizer da minha ausência demorada neste espaço, deste proparnaíba. Estava relaxado, mesmo. Mas andaram me cutucando, dizendo que eu precisava voltar neste momento político, de base aliada desalinhada e de governo desalinhavado, eis-me de volta, para desespero de alguns e alegria daqueles que acham meu texto sofrível. Voltei!!!

Pensando bem

     A propósito de política, reflita com a constatação do jornalista Cláudio Humberto: "... nem Alexandre, o Grande, e seus 50 mil homens, teve exército tão grande: o governo Lula contratou 100 mil "cumpanhêro" sem concurso". Sabia?

      

 

Todo e qualquer material postado na coluna é de inteira responsabilidade civil e penal do colunista.

Comentários

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B. Silva

Parabéns Bernardo, você sempre muito inteligente em seus discursos. Sugiro ao SBT que lhe contrate no lugar de José Nêumani Pinto que nunca vai "direto ao ponto".

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