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Rapidinhas

É no mínimo estranho que uma empresa de segurança dê a supervisão de suas ações a alguém com largo currículo assinado pela Polícia Federal acusando-o de dois assassinatos, duas tentativas de morte e ter realizado um atentado a uma empresa de turismo parnaibana, além do envolvimento com o tráfico.
Leitores do Proparnaiba lembram que a via de acesso à Lagoa do Portinho continua intrafegável, no começo de dezembro o vice-governador Zé Filho informou que estava tentando antecipar para antes do réveillon a vinda da empresa executora da obra. Estamos em fevereiro e nem sinal de homens trabalhando.

Poder civil completa bodas de prata


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       Nesta segunda feira, dia 15, serão comemorados os 25 anos que o poder foi devolvido aos civis. Lembremos dos dois artistas da política que desferiram o tiro de misericórdia  no regime militar- Tancredo Neves e Ulysses Guimarães.

Nestes tempos de mensalão, dinheiro na cueca, nas meias e noutros lugares,  dá saudade movimentos como o "Diretas Já". A civilidade de homens como Tancredo e Ulysses, cujo vácuo vem sendo preenchido por homens menores, populistas, demagogos, assistencialistas, que acham que fazer o obvio é descobrir a roda.

     A redemocratização consumada no dia 15 de março de 1985, foi dia de festa e  pesar. Festa pela posse do primeiro presidente civil e pesar pela hospitalização às pressas de Tancredo Neves no dia anterior.

      A história recente deste país registra em suas páginas a brasilidade destes dois homens. "Um era alto, outro baixo. Um escondia, atrás de impressionante pálpebras, olhos de um azul translúcido. O outro trazia os olhos quase fechados,de tão apertados. Um exibia sua melhor forma ao discursar, a voz forte, eloquência tecida e frases torneadas ao pé do ouvido, feitas de insinuações exploratórias e desejos apenas esboçados.

      Um, o paulista Ulysses Silveira Guimarães, foi apelidado de "Senhor Diretas", desde que sintetizou  na campanha pela eleição direta para presidência, a causa da redemocratização do Brasil. O outro, o mineiro Tancredo de Almeida Neves, nunca foi chamado de "senhor indireta", mas poderia ter sido, já que foi eleito presidente por um colégio eleitoral, sem a participação popular.

 E José Sarney? Esse entrou de gaiato no navio. Lambedor de botas dos militares, vindo do PDS, para o PMDB, como que por milagre, era vice que chegou à presidência por obra do destino. Coronel da política maranhense, não poderá nunca ser comparado a Tancredo e Ulysses. Ele é apenas isso que está aí, que compactua com todas as falcatruas deste governo de "cumpanhêros". A história, que é implacável,  certamente  colocará o  marimbondo de fogo do Maranhão,  na galeria dos políticos menores.

Imagens: arquivo google

 

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