


A mídia principalmente parnaibana algumas vezes refere-se apenas de forma pejorativa e expondo conteúdos sensacionalistas quando o assunto são os gays; essa não é a primeira vez que toco neste assunto. Por isso, hoje venho fazer uma homenagem a um grande amigo e profissional da dança de Parnaíba, não somente por sua desenvoltura corporal demonstrada desde o extinto balé de Parnaíba, mas ao longo processo histórico que ele vem apresentando com seus 28 anos de vida. Principalmente porque foi aprovado em 1º lugar no vestibular da Universidade Estadual do Piauí. Muito embora em três meses tenha perdido sua mãe, não perdeu o ânimo.
A pessoa que me refiro, chama-se Carlos Alberto Cardoso, mais conhecido como Bebeto, seja em Parnaíba onde mora, em Luis Correia onde ano passado começou a ganhar destaque por ser dinâmico e se portar de maneira ética e profissional num programa social, desenvolvido naquela cidade; ou nas demais cidades do Piauí onde fez inúmeras participações em grupos de quadrilhas juninas, intitulando-se de quadrilheiro. Atualmente é marcador e coreógrafo da quadrilha Rei do cangaço.
Pra quem estudou a vida toda em escolas públicas, vindo de família pobre do interior de Bom Princípio do Piauí, sempre ficou em evidência nos grupos de pastorais da Juventude, quando participava da comunidade Frei Higino.
Bebeto, o nosso destaque e homenagem são para mostrar a mídia que na classe gay tem pessoas como você que precisam ultrapassar seus próprios limites para conquistar o seu espaço; também porque a mídia enfatiza ou se refere a nós homossexuais de maneira negativa. O próprio antropólogo e coordenador do Centro Latinio-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos Sérgio Carrara afirmou: “Num certo momento, por volta dos anos 80, tínhamos uma relação bastante tensa entre os homossexuais, de um lado as travestis, e do outro os gays e as lésbicas. O movimento homossexual brasileiro, embora incorporasse as travestis, sempre os via como um problema, um obstáculo a respeitabilidade que a estratégia dominante do movimento estava procurando construir. Mas isso felizmente está sendo superado, e o movimento vem incorporando as travestis. É um diálogo tenso, um diálogo difícil, - mas que me leva a crer que o Brasil tem possibilidade de chegar a uma aceitação mais plena das minorias...” “Estamos num momento de conquista, de ampliação desses direitos no país, é um momento muito especial. O Brasil de 2007 é outro país”.
Bebeto, com seus exemplos acreditamos que vale a pena sonhar e buscar ser um vencedor.
Wellington de Araújo Alves
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