Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre. Paulo Freire
DIRETRIZES PARA UMA EDUCAÇÃO MODERNA: Sugestões para um PPP-Projeto Político Pedagógico
Prof. Dirceu Moreira
Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre. Paulo Freire
A educação é um processo social, é desenvolvimento. Não é a preparação para a vida, é a própria vida. John Dewey.
“Uma prática constante de leitura na escola deve admitir várias leituras, pois, outra concepção que deve ser superada é a do mito da interpretação única, fruto do pressuposto de que o significado está dado no texto” Celso Antunes
BENDITO O QUE SEMEIA LIVROS. "Bendito,bendito é aquele que semeia livros,. livros a mão cheia e manda o povo pensar;. o livro caindo na alma,. é germe que faz a palma,. é chuva que faz o mar." Castro Alves
O prof. Henrique José de Souza, disse: “A criança traz em sim um homem em potencial ;por isto precisa ela de uma orientação adequada para mostrar-lhe a razão natural das coisas ,as suas leis ,de modo que ela por si mesma capte a noção do certo e do errado”. Pelo conjunto destas palavras já seria o suficiente para extrairmos um projeto pedagógico, porque ética (poliética) segundo a filosofia é aquilo que é bom para o individuo e para a sociedade. Não há nada melhor para uma sociedade do que a educação. Vejamos as sugestões de um projeto político pedagógico.
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- A educação como um sacerdócio.
Sempre que se fala em sacerdócio vem logo a sensação de trabalho sem remuneração, ao invés disso e bem diferente do que se entende a palavra sacerdócio pode ser assim explicada: sacer (aspecto divino) e dote já o diz por si mesmo, portanto o educador no seu papel profissional de sacerdócio tem uma conotação bem diferente e nos conduz a repensar este dom incluindo nele o sentido da espiritualidade. O prof. Henrique José de Souza, grande educador que foi dizia: “o homem não é sábio porque sabe, ele é sábio porque ama”. Todo educador sabe muito bem o que isto representa, pois ao mesmo tempo em que ensina (desenvolve a inteligência), tem que acolher o aluno no seu sentido mais amplo da afetividade. Inteligência e amor nada representam se não forem colocadas em práticas e isto só se torna possível pelo despertar da vontade.
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- É dever da educação ensinar às crianças os trabalhos praticados na vida comum.
Estes trabalhos já estão incluídos na maioria das disciplinas, mas onde foi parar as artes onde se inclui música, trabalhos manuais e também aqueles relacionados à economia domestica, os afazeres de casa, porém executados na própria escola. No dia-a-dia das crianças e jovens, devemos incluir também aqueles ligados aos deveres do cidadão para com a pátria: o ensino da moral e do civismo.
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- Aos 12 anos aproximadamente o estudante deverá estar apto a escolher a profissão para as quais mostra maior inclinação (vocação).
Aqui nos deparamos com o trabalho de co-responsabilidade da família na identificação das tendências dos filhos para esta ou aquela profissão. Desde pequenos os pais podem ir observando seus filhos desde as mais simples brincadeiras ou até mesmo a uma elaborada tendência do filho para um ramo da sete ciências devidamente ramificadas: química e ou alquimia, artes em geral, política ética e estética, mecânica, filosofia, letras e medicina-teurgia. Se os pais não projetarem seus desejos ou até mesmo suas frustrações nos filhos, induzindo os a esta ou àquela profissão, a tendência por esta ou aquela irá surgir normalmente, mas se preciso for poderá contar com orientação de seus professores e mesmo de um teste para indicar suas tendências. (indicar e não determinar).
- Após esta idade deverão freqüentar uma escola técnica apropriada onde deverão ficar durante nove ou dez anos.
Esta escola técnica tem o sentido de uma pré-especialização nos referidos sete ramos do conhecimento, onde o jovem sairá dela apto a exercer uma profissão e não apenas com um diploma do tipo “Sabe tudo de quase nada” ou “Sabe nada de quase tudo”.
- Na escola primária (ensino infantil e fundamental) aprenderão a cozinhar, a distinguirem os frutos e ervas venenosas dos comestíveis. Hoje em dia encontramos jovens que mal sabem mal sabem como fazer um café na cafeteira elétrica, mas, não se assuste porque é provável que saibam fazer pelo menos um tipo “miojo”. A maioria que vive nos grandes centros, não tem idéia do que a natureza produz, porque fazem parte de uma geração “tudo pronto”. Esperamos que a educação ambiental possa resgatar essa reintegração do homem com a natureza.
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- Aprender a procurar alimento e abrigo no seio da floresta bem como saber utilizar os utensílios empregados nas várias profissões.
Quando uma criança ou jovem diz que sabe fritar um ovo é aplaudido, mas cuidado para não se assustar caso ele não saiba de onde veio o ovo. Escoteiramente falando saberão, mas como muitas vezes acontecem os acampamentos são dentro de ambientes tais quais em suas casas ou de preferência dentro de um shopping center. Um pouco de aula prática sobre botânica faz muito bem em qualquer ocasião.
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- Aprender a orientar-se pelo sol e pelas estrelas, a conduzir um bote à vela ou a remo, a nadar, a subir em árvores e saltar com máxima agilidade.
Já que se começou a falar de educação, pedagogia, consciência, responsabilidade ambiental, que tal incluir estas atividades acima no currículo da escola. Devemos até pensar que existem crianças que dificilmente colocam os pés no chão. Olhamos para o céu é nos sentimos analfabetos cósmicos. Antigamente já existia a educação ambiental onde as escolas tinham árvores inclusive frutíferas cuidadas pelos próprios alunos. Nadar que é bom mesmo, nada.
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- Aprender os primeiros socorros em casos de acidentes, bem como conhecer as propriedades medicinais e alimentícias das plantas, bem como utiliza-las.
Não sei se neste caso você já não estaria pensando: haverá espaço para as disciplinas de matemática, história, ciências e etc? Sim porque estas práticas podem ser organizadas dentro das referidas disciplinas e atividades extras escolares ou mesmo complementares.
È muito comum que as crianças das fazendas e sítios tenham este conhecimento. Nas escolas das cidades este contato fica perdido, mas há recursos quando se tem na educação um ideal, um sacerdócio. Quantos não usam roupas de lã e não desconhecem sua procedência?
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- Toda instrução estará voltada para um cunho excepcionalmente prático.
Precisamos de 10% de inspiração e 90% de transpiração, porque a mente infantil é veloz e mais do que nunca busca a praticidade das coisas. O saber fruto do desenvolvimento da inteligência e o sentir que é fruto do desenvolvimento da sensibilidade, porém ambos nada significam sem o terceiro fator: a atividade, ou seja, a vontade posta em ação através do trabalho. Cabeça vazia morada do diabo. Nada de ócio, mas negócio que significa negar o ócio, fazer acontecer. Qual é a vocação de uma determinada região ou município em termos de produção (agrícola, comercial, industrial, serviços, conhecimento)? Com base nestes dados os currículos escolares devem atender a tais expectativas. É comum encontrar regiões cuja vocação é o agro-negócio, mas, o que encontramos de disponibilidade do ensino são cursos técnicos de administração, informática, pedagogia, letras e etc., e quase nenhum de formação técnica volta à produção agrícola.
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- A variedade de ocupações deverá despertar no educando maior interesse, eliminando-se qualquer espécie de fadiga.
Manter a mente ocupada no aspecto das multidisciplinas é fundamental para o desenvolvimento do cérebro porque ele gosta de novidade e este é seu alimento principal, caso contrário o cérebro começa a atrofiar. Vocês já perceberam como atualmente as crianças mudam rapidamente sua atenção de uma coisa para outra? Não estou falando do TDAH (transtornos do déficit de atenção e hiperatividade) que requer um diagnóstico diferencial e muito cuidadoso para não sairmos por ai rotulando as pessoas. Uma aula motivadora exige versatilidade e dinamismo do educador e das múltiplas ferramentas que fará uso para esta aula.
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- Aos alunos cabe a responsabilidade pela aquisição do conhecimento, e ao professor compete-lhe estimular e guiar convenientes os potenciais da vontade e do raciocínio.
Eis aqui o grande desafio do educador todos os dias em sala de aula, com a finalidade de motivar seus alunos. Modernamente diria como Comenius: docentes ensinem menos e discentes aprendam mais. Este é o caminho para o auto didatismo. O Dr. Ermelino João Pugliese diz: fácil de aprender, difícil de esquecer. Este pensar nos conduz a inovação em cada aula. Ao ensinar o educador potencializa a inteligência e quando conduz seus alunos à prática do que ensinou na escola ou através de trabalhos extras está desenvolve do à vontade. Toda atividade em sala de aula ou extra classe desenvolve no aluno a inteligência e sua emoção, porque é neste momento que ele coloca em ação sua vontade. Está é a práxis pedagógica.
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- Não haverá imposição de idéias pré-concebidas de qualquer espécie, mas sim, deverá ser criado um ambiente favorável ao desenvolvimento de suas faculdades superiores.
A educação moderna precisa abrir seu olhar o mais urgente possível para a criatividade, porque por mais simples que a abrangência criativa, ainda assim será superior a qualquer cópia ou repetição. Existe um conteúdo a ser memorizado, outro a ser compreendido e outro de ser criativo com liberdade de expressão. É melhor um aluno que errou muito por tentar muito, do que aquele que não errou por omitir sua opinião.
Neste aspecto relato aqui um pensamento, mesmo que não esteja na integra, da profª Simone Aline Abranches Machado secretaria de educação de Passa Vinte - Mg ao se referir à educação: “a relações entre os diversos saberes que compõem o ensino-aprendizagem, pressupõe a liberdade de expressão dos alunos de forma tal que eles possam desenvolver toda plenitude de sua inteligência e, claramente em harmonia com o coração”. A criatividade é a possibilidade de desenvolver no aluno sua inteligência superior, seu mental abstrato.
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- A metodologia tem como objetivo não atrofiar a iniciativa, sendo os mestres apenas companheiros mais adiantados e cheios de benevolência e simpática tolerância.
Permitir ao educando expressar suas idéias desde pequeno e estimula-lo a respeitar o que já existe é fazer coexistir o velho com o jovem, o novo com o antigo, a teoria com a experiência para o bem do progresso e do seu autodesenvolvimento. Ainda existem, e muitos, educadores que se arrogam donos do conhecimento, mas pior que isso são aqueles que não permitem que seus alunos expressem suas próprias idéias e assim quando chegam ao ensino superior são meros papagaios a continuar a repetir o que outros disseram e continuam nos seus mestrados e doutorados. Caro educador você já não leu alguns livros que tem mais citações de outros autores e quando você procura a opinião do autor é difícil encontrar? Isso é o que nos impõem como sinônimo de inteligência. Aqui vai a diferença entre conhecimento e sabedoria: um burro passa carregando uma carga de livros no lombo, então alguém diz: quanto conhecimento leva aquele burro. A nova escola não quer criar crianças robotizadas apenas desenvolvendo sua inteligência repetitiva ou copiando porque é mais elementar estágio da inteligência humana. Aqui aparece a palavra tolerância ao se referir aos mestres que se traduz na paz-ciência, que é a ciência na paz e a paz na ciência. A paz na ciência dá ao educador o equilíbrio, a harmonia e a ciência na paz trazem o saber, o respeito e a tolerância, que segundo o prof. Jabes Oliveira Moura ao se referir à necessidade de resgatarmos a espiritualidade na educação, porque está faltando à presença de Deus para unir os diferenciais.
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- Todo aluno deverá ter o domínio correto da língua pátria, na fala e na escrita.
O domínio correto da língua pátria implica em condições “sine qua non” para o entendimento das demais disciplinas na interpretação dos textos, evitando-se com o isso altos níveis no Inaf-indicador alfabetismo funcional. Lê-se, mas não se interpreta são claros indícios da falta de compreensão da língua pátria. O INAF – índice de alfabetismo funcional, competência em ler, escrever e interpretação de texto, está comprometido neste pais. Os dados do Inaf 2007 indica 32% de analfabetismo funcional. Lêem, mas não interpretam o que leu, sem contar o alfabetismo rudimentar que mal conseguem interpretar frases curtas.
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- O estudo da geografia e história deverá nortear-se em fatos que contribua para despertar as altas qualidades morais.
Os fatos e relatos dos grandes feitos históricos, seus lideres, seu povo, sua cultura deve apontar para os erros, aprender com eles, mas repetir os acertos como forma de exemplo às demais gerações. O mapa não é o território, daí sempre que possível conhecer, aprender e vivenciar os aspectos geográficos onde se insere o fato histórico. Resgatar os líderes que contribuíram para o desenvolvimento dos pais é dar às nossas crianças e jovens exemplos de civismo, oral ética e cidadania. Quando o educador utiliza-se da interdisciplinaridade é possível que relacione os fatos entre geografia e história, do contrário será uma aula fragmentada. Com a transdisciplinaridade, ele poderá excursionar por outras matérias, citando exemplos e buscando a participação dos alunos, de tal forma que se todos os professores fizerem a mesma coisa, os alunos poderão perceber esta a inter (uma em relação à outra) ou a forma trans (ir além: uma em relação a outras). Isto quebra a monotonia de qualquer aula, porque aqueles alunos cuja competência (inteligências múltipla) em determinada matéria poderão dar sua parcela de contribuição. Relembrando o escritor baiano Gregório de Matos (1636-1696) que tão sublime assim se expressou: O todo sem a parte não é todo; A parte sem o todo não é parte; Mas se a parte o faz todo sendo parte, Não se diga que é parte, sendo todo. É sem dúvida alguma uma visão transdisciplinar.
- Todos deverão conhecer a constituição do país.
A Constituição Federal, no Artigo 205, dispõe que a educação é DEVER do Estado e da família e reitera que ela será “promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”. Este artigo deveria constar na fachada de todas as escolas, na carteira profissional, nas contas de luz, água para que os pais observem bem o que ele diz, porque neste país o que mais se fala é sobre os DIREITOS, inclusive seria conveniente atentar para o ECA onde ele se refere também aos DEVERES. Educação também começa em casa (família) vai para a escola e depois a sociedade ou que poderíamos chamar de Estado. Assim se refere a prof. Mª Regina.R.Stefano: “é necessário o outro lado do direito que é o Dever e, as crianças incorporam com facilidade este conceito no seu dia-a-dia”
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- Aprender hábitos higiênicos.
Os hábitos higiênicos desta metodologia não se referem apenas ao corpo físico, mas a higiene emocional e mental. Corpo são, mente sã e vice-versa. Bullyng ou mesmo no português bulir, são alimentos tóxicos para a alma e a mente, coisa que, aliás, encontro com freqüência no meu consultório. São pessoas (jovens, criança e adultos) que sofreram e ainda sofrem até hoje o efeito do bullyng ou intimidação. Estes hábitos também vêm do berço, pois, educação começa mesmo dentro de casa.
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- Aprender a viver alegremente e em harmonia com a natureza e com seus semelhantes.
É a pedagogia do amor sabedoria, porque o amor sem sabedoria vira tapinha nas costas e a sabedoria sem amor pode virar indiferença, frieza, distanciamento e como dizia “Érico Veríssimo, o ódio não é o oposto do amor e sim a indiferença”, mesmo porque a indiferença mata. Diante do fenômeno mundial de aquecimento global já que tudo ficou globalizado, a educação ambiental tem como proposta trazer ao ser humano uma consciência de se viver em harmonia com a natureza, tendo em vista que o conceito de que a terra é um ser vivo é algo que não precisamos mais convencer ninguém desta realidade. Em meu livro publicado em 1998, o Semeador de Estrelas, eu já trazia este conceito com base nos ensinamentos do prof. Henrique José de Souza.
- Na escola técnica o ensino deverá ser de cunho cada vez mais prático.
Chega de cursos técnicos extremamente teóricos, porque está praticidade tem que estar vinculada à vocação daquele município ou região e conduzir o jovem à uma formação profissional. Hoje já podemos notar uma melhora neste sentido, mas existe muito que terminam sua faculdade e são especialistas do tipo: “sabe nada de quase tudo ou sabem tudo de quase nada”. Existem consultores e palestrantes que fazem seu trabalho, baseado em livros, mas, são desprovidos de experiências. Não existe técnica melhor do que aquela baseada na teoria e vice versa.
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- O estudo da agricultura terá um relevante papel na formação profissional
Um PPP-projeto político pedagógico deve estar centrado nas necessidades e vocação regional a fim de oferecer aos jovens opções de escolha adequada à sua realidade. Reforçando o que foi dito anteriormente, a área de agricultura, os agronegócios e administração das terras produtivas trazem a necessidade da escola elaborar seus ppp dando prioridades também a esta área. É comum encontrarmos em cidades faculdades e cursos técnicos na área de humanas, técnicas, mas não voltadas para agricultura fazendo com que o jovem se forme e vá em busca de outras oportunidades ou então pendure seu diploma como decoração. Para se ter uma idéia da importância da agricultura basta ver o índice de fome no mundo:
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- A química, as matemáticas e a astronomia serão ensinadas TAMBÉM, com a finalidade de desenvolver nos alunos as faculdades psíquicas e instruí-los sobre as forças sutis da natureza.
Trata-se, portanto de disciplinas que serão estudadas levando-se em conta também seus aspectos filosóficos. Na química os princípios da alquimia, na matemática, seu sentido cabalísticos para interpretação do universo tal qual disse Galileu Galilei: A Matemática é o alfabeto com o qual Deus escreveu o Universo. A astronomia não apenas para ver estrelas, cataloga-las e estuda-las, mas para compreender o sentido da cosmogênese. De maneira geral os seres humanos não têm a mínima idéia da magnitude das forças da natureza. Os cientistas já estão percebendo e alertando os governantes, mas providencias serão tomadas na medida em que os fatos estão ocorrendo, como já o vemos no mundo todo.
22. Todo aluno terá a oportunidade de se preparar para entrar nas classes governamentais, devendo ser avaliado tanto o aspecto moral quanto intelectual.
Temos aqui mais um dos mais antigos sistemas de inclusão que se conhece. Esta é a prova de que toda inclusão requer os dois lados da moeda, portanto, é dever do aluno estar preparado intelectual e moralmente incluindo se os valores de ética e cidadania, contando claro com a intensa participação da família. Desta forma este modelo apresentado permite a manutenção de uma classe política preparada para servir à nação e não para se servir dela como vem acontecendo e, com isso prejudicando a implantação de planos mais eficazes aplicados à educação. Como dizia Jorge Amado: “O capitalismo conserva-se o mesmo sistema frágil e injusto, produtor de guerras, de miséria, baseado no lucro, na ânsia do dinheiro. São razões muito miseráveis”. Por isso será fundamental uma consciência política, capa de não ser corrompida pelo sistema, mas, muito pelo contrario, ser capaz de transformá-lo. Para que ocorra esta transformação a escola será, sem dúvida alguma o caminho, pois, sua missão é formar cidadãos críticos e conscientes do seu papel na sociedade, de forma justa, sábia e perfeita.
Observação importante: Estas diretrizes comentadas acima podem inspirar projetos políticos pedagógicos na época atual tendo sido baseado e adaptado do texto contido na revista de Dharana nº. 110-1941-Soc. Brasileira de Eubiose, artigo de Manoel Tenreiro Corrêa e que se refere ao programa de governo de Manco-Capac e Mama Occlo nos primórdios da civilização pré Incaica (100 a 900 dc). No Planalto de Roosevelt: Amazonas, Mato Grosso e Goiás foram sede de uma dessas ramas Atlante salva do cataclisma de há 200.000 atrás.
Prof. Dirceu Moreira 12/46 - psicólogo, pedagogo, dr.honoris causa em psicologia das relações humanas conferencista, consultor em educação e RH, autor de 10 livros. Colaborador da revista direcional educador e colunista do Jornal Myeto e vários sites.
Imagem: Arquivo Google