Carnaval, festa dos disfarces e das licenciosidades

O que dizer do carnaval, festa popular que reúne milhares de foliões durante quatro dias em que, tudo é permitido?

Primeiramente, precisamos entender o que é o Carnaval?

“…A palavra “carnaval” está relacionada com a ideia de deleite dos prazeres da carne marcado pela expressão “carnis valles“, que, acabou por formar a palavra “carnaval”, sendo que “carnis” do grego significa carne e “valles” significa prazeres…”

Segundo a wikipedia, entre os egípcios havia as festas de Ísis e do boi Ápis; entre os hebreus, a festa das sortes; entre os gregos, as bacanais; em Roma, as lupercais, as saturnais. Festins, músicas estridentes, danças, disfarces e licenciosidade formavam o fundo destes regozijos.

Portanto, o carnaval continua sendo a festa dos disfarces e das licenciosidades onde, palavra de ordem é, Liberação. Senão, vejamos:

Roupas – a ocasião pede sejam cada vez mais sensuais.

Bebidas – aumenta o consumo, nos bailes e avenidas onde acontece a folia.

Drogas – circulam livremente e é oferecida em larga escala.

Músicas – incentivam a liberação através do refrão que todos cantam.

Sexo – acontece irresponsavelmente, sem vínculos.

É proibido pular carnaval?

Tudo me é lícito, mas, nem tudo me convém. Apóstolo Paulo.

É lícito a diversão, o que não convém são os abusos praticados no período carnavalesco.

Vejamos as conclusões a que chegou um grupo de psicólogos que analisou o carnaval, segundo matéria publicada já há algum tempo no Correio Brasiliense, importante jornal da Capital da República:

“(…) de cada dez casais que caem juntos na folia, sete terminam a noite brigados (cenas de ciúme, intrigas, etc.); que, desses mesmos dez casais, posteriormente, três se transformam em adultério; que de cada dez pessoas (homens e mulheres) no carnaval, pelo menos sete se submetem a coisas que abominam no seu dia-a-dia, como o álcool e outras drogas (…). Concluíram que tudo isto decorre do êxtase atingido na grande festa, quando o símbolo da liberdade, da igualdade, mas também da orgia e da depravação, estimulado pelo álcool leva as pessoas a se comportarem fora de seus padrões normais (…)”. Espirito.org

Assim se pronuncia o benfeitor Emmanuel na Revista Internacional de Espiritismo, Janeiro de 2001 sobre carnaval:

Nenhum espírito equilibrado em face do bom senso que deve presidir a existência das criaturas, pode fazer apologia da loucura generalizada que adormece as consciências, nas festas carnavalescas.

A licenciosidade desses dias prejudiciais, opera, nas almas indecisas e necessitadas de amparo moral dos outros espíritos mais esclarecidos, a revivescência de animalidades que só os longos aprendizados fazem desaparecer.

Há nesses momentos de indisciplina sentimental o largo acesso das forças da treva nos corações e, às vezes, toda uma existência não basta para realizar os reparos precisos de uma hora de insânia e de esquecimento do dever.

Podemos nos divertir, mas, nos comportemos como cristãos seja lá onde estivermos.

Oração e Vigilância é a recomendação sempre atual.

No Evangelho Segundo o Espiritismo na mensagem intitulada - O Homem no Mundo, encontramos os seguintes ensinamentos que podem nortear nossa conduta nesses dias. 

"Não penseis, porém, que aos vos exortar incessantemente à prece e à evocação mental, queiramos levar-vos a viver uma vida mística, que vos mantenha fora das leis da sociedade em que estais condenados a viver. Não. Vivei com os homens do vosso tempo, como devem viver os homens; sacrificai-vos às necessidades, e até mesmo às frivolidades de cada dia, mas fazei-o com um sentimento de pureza que as possa santificar".       

E acrescenta:

"Não imagineis, portanto, que para viver em constante comunicação conosco, para viver sob o olhar do Senhor, seja preciso entregar-se ao cilício e cobrir-se de cinzas. Não, não, ainda uma vez: não! Sede felizes no quadro das necessidades humanas, mas que na vossa felicidade não entre jamais um pensamento ou um ato que possa ofender a Deus, ou fazer que se vele a face dos que vos amam e vos dirigem".