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Rapidinhas

É no mínimo estranho que uma empresa de segurança dê a supervisão de suas ações a alguém com largo currículo assinado pela Polícia Federal acusando-o de dois assassinatos, duas tentativas de morte e ter realizado um atentado a uma empresa de turismo parnaibana, além do envolvimento com o tráfico.
Leitores do Proparnaiba lembram que a via de acesso à Lagoa do Portinho continua intrafegável, no começo de dezembro o vice-governador Zé Filho informou que estava tentando antecipar para antes do réveillon a vinda da empresa executora da obra. Estamos em fevereiro e nem sinal de homens trabalhando.

Participação política: questão de caridade


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De acordo com a questão 866 de O Livro dos Espíritos, a compreensão do sentido da palavra caridade, da forma como nos ensinou Jesus, inclui a benevolência para com todos. Desta maneira, podemos compreender como caridade todas as práticas que se comprometem com o bem-estar coletivo, das quais faz parte a ação política séria e responsável, tanto de eleitores como de detentores de mandatos e lideranças sociais.

Aqueles, portanto, que dizem não se preocupar com política e que apresentam variadas justificativas para isso (chatice do assunto, a incompreensão do sistema, a desilusão em relação ao tema ou qualquer outra desculpa) perdem uma excelente oportunidade de contribuir para o bem comum, ou seja, de agir caridosamente.

Queiramos ou não, as ações políticas interferem bastante na vida de todos nós, em especial na vida da população de menor poder aquisitivo e baixos índices de escolaridade, mais afetadas pelas políticas públicas (ou falta delas). Mesmo com todos os avanços, que foram expressivos nos últimos 20 anos, ainda temos mais de 30 milhões de brasileiros que vivem em condições de miséria, a concentração de renda é uma das maiores do mundo e 10% da população nacional é analfabeta. Se não bastasse isso, ainda temos os desafios urbanos, os elevados índices de violência e desemprego, os problemas no atendimento de saúde, a deficiência da infra-estrutura econômica e a ameaça aos nossos ecossistemas, além de tantos outros obstáculos para uma convivência digna, justa e harmoniosa, como a corrupção que, se não existisse, de acordo com a ONG Transparência Internacional, a renda média do brasileiro aumentaria 6 vezes.

Ser cristão e amar o próximo é desejar para cada um desses milhões de irmãos brasileiros o que queremos para nós mesmos. É abandonar o discurso vazio e vivenciar os ensinos do Cristo. E tudo isso também envolve uma participação política séria, seja como candidato, seja como eleitor.

Em anos como este a nossa responsabilidade se multiplica, pois devemos escolher 6 representantes políticos, fato que só acontece a cada 8 anos: presidente, 2 senadores, deputado federal, governador e deputado estadual. Colaborar positivamente neste processo de eleição é fundamental para que nossa sociedade alcance novos progressos. Caso contrário, poderemos passar muito tempo a lamentar o que ainda falta ser feito.

Mesmo sendo aproximadamente 5% dos brasileiros, nós, espíritas, temos muito a contribuir nesse processo, pois somos o grupo religioso de maior escolaridade do Brasil e que muito pode colaborar, através da educação e conscientização dos demais brasileiros quanto à responsabilidade na escolha dos nossos mandatários.

Por Marko Galleno

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