


Um vídeo curto que, em cinco minutos, aborda questões éticas da profissão e mostra como uma fotografia pode afetar profundamente o fotógrafo.
Um lado da fotografia que os observadores desconhecem: a relação que o fotógrafo teve com o momento que fez o click. Ninguém saberá como a foto foi feita se você não contar. E algumas cenas ficam tão marcadas na nossa memória que nem precisaria da fotografia para
eternizar aquele pedacinho do passado.
Isso tudo nos faz parar e refletir de verdade sobre o seguinte assunto: Qual seria a compensação social daquela imagem para a família da criança? Nenhuma, seria apenas uma exploração visual para saciar a curiosidade mórbida do público em geral.
Se pararmos pra pensar e refletir o quão isso seria verdadeiramente trágico e doloroso se fosse com um de nossos entes queridos, ou alguém muito próximo.
Então temos dois pontos de vista, o primeiro mais claro é o impacto que um simples click traria ao resto da vida do fotógrafo, e o 2º é a ética profissional, não penso com isso diminuir a quantidade de imagens fortes e cada vez mais "cruas" que são tantas vezes mostradas diariamente em nossas vidas, mais sim fazer você internauta, leitor de nosso blog, repensar um pouco, a dura forma de se mostrar uma realidade tão forte apenas pensando em algum tipo de recompensa seja ela qual for.
O curta metragem One Hundredth of a Second esta percorrendo a blogosfera (ainda se usa esse termo?) fotográfica e grupos de discussão pela internet. A mensagem é mais do que direta, pois não existe resposta simples sobre a questão dos limites do fotojornalismo entre sua função social e a exploração irresponsável da notícia (alguém ai se lembrou da cobertura dos grandes acidentes aéreos pela mídia?). Mas, além disso, mostra que o fotógrafo não é um ser desprovido de emoções e que a carga psicológica desse trabalho é gigantesca.
As cenas são fortes, mas vale a pena ser assistido inteiramente. Mais do que o impacto visual, vale pela reflexão sobre essa
nossa profissão.

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