


Ao que parece, mais uma vez estamos sendo enganados pelos políticos. Para ser o mais realista possível, estamos caminhando para este vexame de quatro em quatro anos, quando se realizam as eleições.
Ninguém de senso e juízo perfeitos consegue acreditar porque o brasileiro é considerado o povo mais idiota que existe quando se trata de política e de influir no seu destino como cidadão.
Estamos nos aproximando de um período extremamente delicado, aquele que antecede a escolha de candidatos a cargos eletivos. Eles estão começando a aparecer de todas as formas e sob os mais variados pretextos. A situação de Parnaíba, esta cidade que desigual a Inez de Castro, antes de morta foi rainha, está se repetindo. Os candidatos são os mesmos, as promessas são as mesmas e pelo que se espera, o futuro será o mesmo, nada de novo.
Parnaíba é uma cidade difícil de ser entendida. Teve todos ou quase todos os equipamentos políticos para se desenvolver durante décadas e deixou passar. Lembra uma, aliás outra máxima, que diz mais ou menos assim: aquele sujeito que se conforma com certas situações na vida é igual a quem está num ponto de ônibus e nenhum deles pára. Ah, o que passou, passou!
Parnaíba é uma cidade onde povo e governo nunca se entenderam. Nunca falaram a mesma língua e muito menos nunca apareceu alguém para noutra situação servir de intérprete. O povo parnaibano é pacífico demais. Nunca ao que me parece se revoltou contra fosse lá o que fosse. É tipo do sujeito que, estão pisando no pé dele e ele, idiota e metido a elegante, está arreganhando os dentes, parecendo morto de feliz e realizado.
É até perda de tempo o sujeito ficar enumerando as coisas, as promessas e as situações mais absurdas pelas quais tem passado a população de Parnaíba. Tudo isto se deve ao que parece, a um complexo de superioridade em tudo e para tudo. A classe política parnaibana é a mesma há mais de cinqüenta anos. O que há de moderno na sua elite cultural, política e de lideranças?
Uma cidade que vive atormentada, mas silenciosa, sem rumo, sem expectativa de crescimento, minguando a cada dia que passa. Lembra aqueles mendigos que ficam em porta de igreja, estendendo a mão para quem entra e para quem sai, vivendo da caridade humana. Seria bom e bem mais interessante se o parnaibano aprendesse de uma vez por todas com outra máxima que diz: cachorro que não late é que morde!
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