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Rapidinhas

A suposta venda da Ilha do Caju para Eike Batista novamente é assunto na imprensa, dessa vez quem levantou a questão foi o jornalista Pedro Alcântara da Antena 10 e 180 Graus. O Proparnaiba fará contato com os proprietários para confirmar se a informação procede, como fizemos no começo de janeiro.
A edição deste mês da Revista Cidade Verde, nas bancas em todo o Piauí no próximo dia 13, terá matéria sobre os números do Projeto Tartarugas do Delta em 2011. Na publicação será apresentado o número de filhotes que nasceram, encalhes vivos e mortos, além de estatístisticas de Educação Ambiental.

Rui Barbosa, em 1914... Sinto vergonha de mim



Poema de um  "BRASILEIRO" que impressiona pela atualidade. Poderia ter sido escrito hoje sem mudar uma palavra... Simplesmente fantástico! 

Sinto vergonha de mim por ter sido educador de parte desse povo, por ter batalhado sempre pela justiça, por compactuar com a honestidade, por primar pela verdade e por ver este povo já chamado varonil enveredar pelo caminho da desonra.

Sinto vergonha de mim por ter feito parte de uma era que lutou pela democracia, pela liberdade de ser e ter que entregar aos meus filhos, simples e abominavelmente, a derrota das virtudes pelos vícios, a ausência da sensatez no julgamento da verdade, a negligência com a família, célula-mater da sociedade, a demasiada preocupação com o "eu" feliz a qualquer custo, buscando a tal "felicidade" em caminhos eivados de desrespeito para com o seu próximo.

Tenho vergonha de mim pela passividade em ouvir, sem despejar meu verbo, a tantas desculpas ditadas pelo orgulho e vaidade, a tanta falta de humildade para reconhecer um erro cometido, a tantos "floreios" para justificar atos criminosos, a tanta relutância em esquecer a antiga posição de sempre "contestar", voltar atrás e mudar o futuro.
Tenho vergonha de mim pois faço parte de um povo que não reconheço, enveredando por caminhos que não quero percorrer...
Tenho vergonha da minha impotência, da minha falta de garra, das minhas desilusões e do meu cansaço.

Não tenho para onde ir pois amo este meu chão, vibro ao ouvir meu Hino e jamais usei a minha Bandeira para enxugar o meu suor ou enrolar  meu corpo na pecaminosa manifestação de nacionalidade.
Ao lado da vergonha de mim, tenho tanta pena de ti, povo brasileiro!

"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto".

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