



É bom perceber que aqueles que nos julgaram como intolerante, “justiceiro”, irresponsável, sensacionalista, pirotécnico, maldoso e infundado apesar do discurso de vitrine para não darem o braço a torcer.
Nos bastidores se movimentaram para restabelecer a ordem da vigilante da ética OAB em Parnaíba, era essa a resposta que a sociedade pedia. A alta cúpula da advocacia em Parnaíba reuniu-se, em caráter de urgência, para escolher a nova presidência da entidade que estava acéfala até então e inclusive, se pronunciou de público no caso do advogado Faminiano Machado, acusado de chefiar a quadrilha que fraudava o DPVAT no norte do Piauí, bem diferente do discurso que questionamos no caso do advogado Everardo Sampaio, apontado pelo crime hediondo de associação ao tráfico na quadrilha de José Maria Cobra em julho de 2009.
Hoje não é difícil encontrar nas ruas colegas de profissão de Faminiano Machado concordando com o que a imprensa parnaibana já denunciava, mas os próprios que hoje reconhecem a gravidade das denúncias feitas pela polícia até pouco tempo atrás foram a público externar grosserias, cooperativismo raivoso e inclusive com julgamentos tendenciosos e equivocados aos que noticiavam as informações à cerca do assunto.
Entendo que muitos que defendiam a conduta ilibada de Faminiano Machado a tenham feito pela simpatia, amizade ou inocência. Todas estas premissas são perfeitamente compreendidas, mas pessoas inteligentes deveriam antes se perguntar como alguém consegue ascensão social de forma tão rápida a ponto de esbanjar em festas particulares regadas a muito wisky caro com grande freqüência. Quem trabalha honestamente sabe que não se consegue tal status da noite para o dia. Não podemos esquecer, também, de quem se beneficiava de tais rega-bofes e de sua influência junto a ordem, isso explica pelo menos boa parte dos discursos dos que o defendiam de forma tão ferrenha.
Acusar alguém com denúncias infundadas é algo sério demais e que causa danos olímpicos e sofrimento àqueles que antes de tudo são seres humanos e têm família, sabemos nossa força e poderio de fogo, afinal somos o quarto poder. Nunca faríamos acusações de forma irresponsável, pelo simples fato de acordar de mau humor. Em todos os setores existe o joio e o trigo, não vamos nos blindar com falácias de falsa moralidade, mas o que é certo tem que ser dito e o que é errado também.
Os homens públicos da Parnaíba precisam lembrar que são cobrados por aquilo que decidiram representar e não adianta fúria por isso, do contrário deixem tudo e corram para o anonimato, lá é bem mais tranqüilo. Tenham serenidade.
A imprensa fez seu papel e continuará fazendo, estes mesmos profissionais certamente hoje dormem tranqüilos pela realização coerente de seu papel perante a sociedade, as provas estão às vistas claras, são contundentes. Não guardamos qualquer tipo de rancor, afinal quem escolheu esta profissão está consciente de todos os ônus e bônus da mesma.
Aos que apedrejaram-nos, quando queríamos apenas o retorno da ordem e o basta à patifaria, sejam mais humildes daqui por diante, não será difícil para os que são de bem. Não esqueçam que, muitas vezes, as aparências enganam e quem colocou a mão no fogo e neste caso ficou com ela bem torrada, ainda tem a outra para que não cometa o mesmo equívoco.
- Que todos tenhamos aprendido a respeitar e entender o papel da imprensa livre e RESPONSÁVEL, os tempos mudaram!
Francisco Brandão para o Proparnaiba.com
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