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Rapidinhas

A pesquisa, assim como qualquer proporcional, é sempre muito difícil de pontuar, os políticos sabem disso. Quem apareceu na estatística levantada pelo Data AZ deve comemorar, mas não dá pra bater o martelo. A mesma serve apenas como termômetro inicial de longa jornada e pra ver que cargo disputar.
É cada vez mais forte a possibilidade de Mão Santa ser o candidato do Governo do Piauí a prefeitura de Parnaíba. Como nenhum dos candidatos do partido do vice-governador (PMDB) e da sigla de Wilsão (PSB) despontaram bem nas pesquisas, o governador teria selado o acordo com o ex-senador na terça, 31.

Adeus, Munguba!



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Ao longe se ouvia “Naquela Mesa”, a voz inconfundível era a de Nelson Gonçalves. A música nem mesmo findara quando ao tempo de sua relutância contra o silêncio iniciara-se o rei Roberto Carlos (É preciso saber viver...). O ambiente era multifacetado,

localizado num trecho que entrecortava a paisagem morta da cidade à margem alagada do Igaraçu e à humildade das passarelas do bairro Mendonça Clarck. No proposto, bêbados, ali, baixavam suas cabeças ante um e outro copo, mulheres sorriam vadias aos queixumes de seus parceiros, e, em variações de transeuntes, aquele inesquecível ser, misto de seriedade e simpatia, dava ouvidos aos pedidos de seus clientes. “Recanto da Saudade” era o que se lia na rústica placa que descerrava uma viagem ao tempo, onde vitrola e “chiado” entoavam uma atmosfera especial àquele recinto, até, organizado: discos ordenados alfabeticamente, trechos de supostos poemas espalhados nas paredes em justaposição às mesas que recebiam de quaisquer lados as ondas sonoras de cada modinha ou canção brasileira; eram clássicos, clássicos os LP’s, diriam existir, inclusive, raridades – sem sombra de dúvida. Ao fundo, os clientes disputavam a atenção de Augusto, afinal de contas era por ordem de pedido que ele colocava a vitrola para tocar... Talvez o Recanto da Saudade, que num passado não tão longínquo tinha o batismo de Munguba e a ordem de um dos mais afamados cabarés de Parnaíba, não fosse um bar de destaque, mas aqueles que o visitavam variavam das mais diferentes classes sociais, lá, desconsideradas pelo respeitado proprietário que não fazia distinção... *Trecho retirado de uma crônica de Daniel Castelo Branco Ciarlini. Para vizualiza-la na integra, acesse: http://www.opiagui.com.br/2009/07/adeus-munguba/

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