Falece o arquiteto parnaibano Assis Reis

Assis Reis. Foto: Arquivos Google.

Acaba de falecer em Salvador, no fim desta manhã de 20 de abril, o Arquiteto de origem parnaibana, Francisco de Assis Couto dos Reis, aos 84 anos.

Assis Reis, como era conhecido, é considerado um dos maiores arquitetos brasileiros, tendo sido agraciado com a medalha de ouro, maior prêmio outorgado pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil. Só em Salvador, Assis Reis assina 35 dentre as suas principais obras, sintetizadas na que ele considera principal – a sede da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (1977).

Vários outros prêmios, nacionais e internacionais, fazem parte do seu extenso currículo profissional. No plano internacional evidenciam-se os projetos “Pavilhão de Sevilha”, na Espanha (1992), e “Pavilhão Brasileiro para a Feira Internacional de Osaka”, no Japão (1979).

Apesar de ter nascido em Aracaju, ainda pequeno veio para Parnaíba com seus pais, Dona Noquinha (irmã do Professor José de Lima Couto), e Mário Reis, onde passou sua infância e parte da sua adolescência. Cursou Humanidades, no Ginásio Parnaibano, onde foi aluno de José Pires de Lima Rebelo, José de Lima Couto, Henriette Sotter, dentre outros, e, particularmente do Professor de topografia Alfredo Amstein, que o convenceu a prosseguir seus estudos no Sul do país. Antes de se tornar excelente topógrafo e arquiteto, Assis Reis gabava-se de ter sido exímio dançarino de tango, além de campeão de sinuca, praticada exaustivamente no antigo “Café Globo”, de propriedade de seu pai. Ainda hoje o salão existe, anexo ao “Bar Parnaíba”, ao lado da Igreja do Rosário, na praça Landri Sales.

Em recente depoimento, Assis Reis evidenciou a importância de ter estudado no Ginásio Parnaibano, onde conheceu Alfredo Amstein, com quem iniciou-se em topografia, praticada no Departamento de Portos, Rios e Canais.

Assis, que já era viúvo de Dona Celeste Reis, deixa vários netos e duas filhas, Márcia, também arquiteta, e Lorena, psicóloga, ambas residentes em Salvador.

Fonte: Regis de Athayde Couto
Edição de Samuel Aguiar para o Proparnaiba.com