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Durante o mês de janeiro, técnicos de Educação Ambiental da CIA estão realizando conversas com pessoas que trabalham com catação de lixo para descobrir como poderá contribuir com o seu trabalho e na EA no Projeto Tartarugas do Delta com estudantes e professores no litoral do Piauí.Uma das conversas foi realizada com B.H., catador de lixo há sete anos, fala que a atividade é compensadora, pois consegue obter em média por mês R$ 500,00 com aquilo que é coletado no centro da cidade (PET, garrafas de vidro, alumínio e cobre). E também que encontra no lixo volta de 50 kg de alimentos por contêiner, principalmente peixe, carne e verduras que dariam para alimentar muitas famílias.
Comenta-se ainda que essa atividade é muito concorrida, especialmente com os garis que realizam coleta, pois eles também vendem esses materiais. O risco de doença na visão dele seria de pegar frieira, como quase sempre ocorre com os que realizam esta profissão.
“A sociedade poderia começar fazendo a sua parte realizando a separação desses materiais, pois há pessoas que vivem deles em todo o litoral do Piauí. E por incrível que pareça, jogamos fora, sem nos preocupar com a limpeza de nossa cidade e nem com o destino dos resíduos sólidos. Isso nos remete a uma questão: o que poderemos construir juntos – sociedade e catadores? Aguardamos a sua manifestação”, disse Fiorenzo Bonetta.
Fonte: Asscom
Edição: Proparnaiba
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