

Imagem: Proparnaiba
Assaltos, roubos, badernas, dentre outras ações viraram rotina em uma das cidades, antes conhecidas como das mais pacatas do estado do Piauí. O cidadão acompanha atônito por rádio, Tv’s, blogs, sites e portais, o resultado natural de uma realidade triste que tomou conta de Parnaíba. A situação está estreitamente ligada ao consumo de crack, uma das drogas de maior influência no sistema neurológico do ser humano.
O uso desta droga prova uma epidemia devastadora, tanto com relação a homicídios, como em outras práticas danosas à sociedade principalmente por se tratar de uma substância de fácil acesso por conta do seu baixo preço.
A população parnaibana vive um momento como nunca antes na segurança pública, e porque não dizer que deixaram as “rédeas frouxas”?, já que a partir do livre acesso, da falta de fiscalização, da falta de prevenção, é possível constatar claramente o fenômeno nos dados de violência da cidade.
Traficantes brigam por áreas já demarcadas por se tratarem dos melhores locais para a venda do seu principal produto, mercadoria esta que vem acabando com a vida de inúmeras famílias. Dentro destas áreas de conflitos, acontecem homicídios que tem como principal objetivo: “o poder”. No entanto, quando estes morrem, os assassinos não são apresentados a sociedade. A vida humana está ficando cada vez mais desqualificada.
Muitas soluções são prometidas, entre elas a nova campanha que o governo do estado do Piauí lançará em dez dias, intitulada “Vida sim. Crack não”, que tem como objetivo a elaboração de um Plano Estadual de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas. Recentemente também, o vice-governador do estado em visita a cidade de Parnaíba, reuniu-se com vereadores para que estes apontassem as necessidades do munícipio para combater a falta de segurança. Até hoje, ações concretas não foram estabelecidas.
Enquanto os poderes trabalharem apenas com campanhas midiáticas e deixarem outras necessidades de lado, a violência não só em Parnaíba, como em todo o Piauí, será assunto nos principais meios de comunicação. Não adianta a teoria, se não existe a estrutura com mão-de-obra suficiente e capacitada para combater o crime.
Tacyane Machado para o Proparnaiba.com
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