Perdão como instrumento de tolerância entre as pessoas

Durante todo o mês de agosto, o perdão será lembrado e reafirmado como instrumento para uma vida melhor. Foi com essa intenção que a ONG Instituto Ives Ota e a Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV) se uniram para lançar o “Agosto Violeta”, iniciativa que visa expandir o alcance da Lei 13.437/2017, que institui o Dia Nacional do Perdão em 30 de agosto.

“O objetivo do Agosto Violeta é propor o perdão como instrumento de tolerância entre as pessoas. Essa paz produz bem-estar na vida pessoal, familiar e profissional. Isso é demonstrado pela medicina integrativa e por diversos relatos de pessoas que melhoraram a qualidade de vida por meio dessa prática”, explica Ercy Paschoal, porta-voz da ABQV.

Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e já aderiram à iniciativa. O Congresso Nacional estará iluminado na cor violeta durante todo o mês de agosto, assim como o chafariz do Parque Ibirapuera e a ponte Octávio Frias de Oliveira (Estaiada). O Cristo Redentor também estará iluminado a partir de 1° de agosto, às 19h00. 

A cor violeta simboliza a transformação no plano físico e espiritual, e, no caso do Agosto Violeta, sugere a transição de uma cultura de violência que só gera medo e ansiedade para uma cultura de paz.

Histórico

Em julho, o ministro da Justiça, Torquato Jardim, recebeu a deputada federal Keiko Ota em seu gabinete em Brasília. Ota expôs ao ministro o movimento Agosto Violeta, que teve a pronta adesão da pasta.

O projeto que deu origem à lei é de autoria da deputada federal Keiko Ota, que teve o filho Ives Ota sequestrado e morto, aos 8 anos, em 30 de agosto de 1997. Depois de conhecer os assassinos do filho, a deputada e o seu marido, Masataka Ota, decidiram perdoá-los.

 

Ministério da Justiça