Crianças com diabetes podem contar com novo medicamento

O diabetes é uma doença do metabolismo causada pela falta de insulina, que para de ser produzida pelo pâncreas. Isso interfere na queima do açúcar e na sua transformação em outras substâncias, como proteínas, músculos e gorduras. 

A doença crônica possui vários tipos.  O diabetes tipo I, embora ocorra em qualquer idade, é mais comum ser diagnosticado em crianças. Este tipo acontece quando a produção de insulina do pâncreas é insuficiente, pois suas células sofrem de destruição autoimune. O pâncreas perde a capacidade de produzir insulina em decorrência de um defeito do sistema imunológico, fazendo com que nossos anticorpos ataquem as células que produzem esse hormônio.

Segundo o diretor de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Renato Alves Teixeira, ficar atento aos sinais é fundamental para que o paciente tenha atendimento necessário e não chegue ao nível crítico. “Os pais devem ficar atentos quando as crianças derem sinais de emagrecimento sem motivos aparentes, apresentem excesso de suor, crises de desmaios, tonturas e uma frequência urinária maior do que o normal. Esses são os sintomas de um diabetes de fase avançada e sem controle”, ressalta.  Outro alerta é para pais que são diabéticos fazerem exames nos filhos para avaliar se há uma hereditariedade.

Medicação

“Sensível à progressão da diabetes no país, e aos danos causados por essa doença, principalmente em crianças, tomamos essa atitude inovadora de colocar uma insulina que é o melhor tratamento disponível”, destaca o diretor Renato Alves

Estudos apontaram que insulina análoga proporciona um melhor controle glicêmico nos sintomas relacionados à hiperglicemia e diminuição das complicações agudas e crônicas decorrentes do diabetes.

Outra notícia boa é que para todos que já usam seringa para aplicação dos medicamentos poderão utilizar as canetas. “Vamos mandar de forma progressiva, aos poucos os municípios receberão o produto é de fácil aplicação, sua embalagem é uma caneta, resposta rápida e com doses que podem ser adaptadas a situação do paciente”, destacou Renato Alves.

Diabetes no Brasil

Atualmente, o diabetes atinge 8,9% da população adulta do Brasil, de acordo com o sistema de vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico (Vigitel) 2016. Desde 2006, o índice cresceu 61,8%, tendo maior prevalência nas mulheres. O avanço das doenças crônicas no país preocupa, já que são consideradas um sério problema de saúde pública, sendo responsáveis por 63% das mortes no mundo, segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, o diabetes são a causa de 72,6% dos óbitos. 

O Ministério da Saúde dispõe de linha de cuidado para Diabetes mellitos, com o objetivo de controlar a glicemia e desenvolver o autocuidado nos pacientes. Parte da estratégia inclui a prescrição de insulinas em esquema intensivo. Para tratamento do DM1, estão à disposição no SUS, entre outros medicamentos, as insulinas humanas NPH - para a manutenção da glicemia - e a insulina humana regular (de ação rápida), a ser administrada cerca de 30 minutos antes das refeições.

Esses produtos estão disponíveis nas unidades de saúde ou por meio do Aqui Tem Farmácia Popular, que está presente em mais de 4 mil municípios. Por meio deste programa, em 2016, mais de 6,2 milhões de pacientes buscaram medicamentos gratuitos para diabetes. Esse número é mais que o dobro do total beneficiado em 2011 (2,6 milhões).

Informações do Blog da Saúde

Por: redacao