Educação inclusiva é um exercício de cidadania, um ato de amor.

Não costumo me manifestar via redes sociais, uma vez que, dependendo da situação considero uma exposição desnecessária, no entanto, tendo em vista a polêmica em torno do tema da redação do ENEM resolvi humildemente pronunciar-me na condição de mãe, profissional da educação e cidadã brasileira: enquanto prevalecer a ideia de que educação inclusiva é assunto apenas para profissionais da área da Pedagogia e da Psicologia, por exemplo, permaneceremos delegando apenas a estes profissionais a função de realizar trabalhos com alunos com necessidades educacionais especiais. Educação inclusiva é um exercício de cidadania, um ato de amor, uma atitude diante da vida em meio a uma sociedade que cada vez mais se desumaniza gratuitamente, é aprender a "enxergar" o outro que não pode ser resumido a uma deficiência. 

Acredito que a proposta não seja uma dissertação pautada numa fundamentação teórica científica, até porque para esta situação em específico não seria viável, não se trata de um trabalho acadêmico de graduação ou pós-graduação, então se o que virá (refiro-me às redações feitas e ao resultado destas) é oriundo do senso comum, OK! Muito do conhecimento cientifico partiu exatamente daí, acredito que o objetivo maior seja atentar para a importância de nos sensibilizarmos, abrirmos nossas mentes e corações para aquilo que nos diferencia e ao mesmo tempo nos torna especiais, únicos, mobilizar a sociedade como um todo e a escola não pode se abster disso, a falar sobre, buscar suprir nosso despreparo dando o primeiro passo, superando a meu ver a maior das deficiências que é a nossa má vontade, que ao extremo nos faz sequer transcender à "deliciosa e perigosa" zona de conforto. Sabedoria também conta, pauta nossa leitura de mundo, amplia nossa percepção sobre a vida, potencializa nossa intelectualidade, refina nosso conhecimento permitindo que filtremos com sensatez tantas informações às quais temos acesso a todo momento e certamente promove uma maior qualidade em nossos relacionamentos interpessoais.

 

Professora Mara Paixão

Edição: Proparnaiba.com

Por: redacao