Estilo de vida saudável um dos aliados no controle da hipertensão

As novas metas de diagnóstico da hipertensão arterial evidenciaram um novo cenário: a incidência de indivíduos hipertensos aumentou de 32% para 46%. Considerada silenciosa, a doença é hoje a causa de morte de cerca de um bilhão de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde.

O indivíduo com hipertensão apresenta duas vezes mais chance de ter infarto agudo do miocárdio (IAM) e acidente vascular cerebral, além de aumentar o risco de insuficiência renal e demência. Mas a boa notícia é que quanto mais cedo iniciar o tratamento, menor será a chance de desenvolvimento de doenças cardiovasculares. São consideradas hipertensas, pessoas com pressão arterial maior que 140/90 mmHg, mas de acordo com a nova diretriz americana esse parâmetro já baixou para 130/80 mmHg.

No Brasil, a hipertensão arterial atinge 32,5% (36 milhões) de indivíduos adultos, mais de 60% dos idosos, contribuindo direta ou indiretamente para 50% das mortes por doença cardiovascular. “Dados do Ministério da Saúde mostram que, um a cada cinco indivíduos sofrem da doença, e apenas 20% fazem o controle adequado”, explica o Prof. Dr. Roberto Kalil Filho, diretor do Centro de Cardiologia do Hospital Sírio-Libanês.

Diversos fatores contribuem para a elevação da pressão arterial, dentre eles o envelhecimento da população, obesidade, consumo excessivo de sal, sedentarismo, uso abusivo de bebida alcoólica e drogas e a melhor forma de combatê-la, além da utilização de medicação adequada é adotando hábitos de saudáveis, alimentação rica em frutas, oleaginosas e rica em sais minerais, além da prática de exercícios físicos.

A hipertensão arterial é mais prevalente e causa mais lesão em órgãos alvo na raça negra. Este fato deve ser considerado como relevante no Brasil, visto que os negros representam 54% da população brasileira, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Hospital Sírio-Libanês - Imprensa

Imagem: Mentalidade Fit