Preciso fazer dieta não-fermentativa. E, agora?

Quem precisa conviver com dietas altamente restritivas como as não fermentativas sabe que não é uma tarefa fácil. Pessoas que possuem a SII – Síndrome do Intestino Irritável, por exemplo, precisam retirar do seu dia a dia muitos alimentos comuns, dificultando a vida social e tornando o momento à mesa, muitas vezes, uma operação complexa.

Sintomas como dor abdominal frequente, inchaço, intestino preso, náuseas, diarreia e estufamento são os principais sintomas de quem sofre com a Síndrome do Intestino Irritável. Segundo a Federação Brasileira de Gastroenterologia, estima-se que cerca de 10 a 15% da população mundial tenha a síndrome do intestino irritável; no Brasil, a doença é o principal diagnóstico no consultório dos gastroenterologistas.

Alergias, intolerâncias e alta sensibilidade a certos alimentos e bebidas são uma das principais causas dos desconfortos intestinais, principalmente aqueles ricos em carboidratos fermentáveis.

Esses sintomas acontecem como resultado da fermentação de carboidratos (açúcares) mal ou não digeridos pelo intestino. O caminho encontrado pelos especialistas é prescrever uma dieta que reduza a fermentação intestinal, e assim evitar a distensão intestinal e os seus efeitos.

E como lidar com a doença?

Vários fatores interferem na sensibilidade do intestino, como o uso de determinados medicamentos e, também alterações emocionais como o estresse, ansiedade, variações de humor e depressão. E uma dieta altamente restritiva torna-se um desafio para os portadores da doença, visto a grande quantidade de alimentos e bebidas que devem ser excluídos da alimentação. Dessa maneira, a dieta não-fermentativa torna-se a principal aliada para evitar os sintomas, indicando o consumo de alimentos baixos em carboidratos fermentáveis e de fácil digestão.

Alimentos que devem ser retirados da alimentação em uma dieta não fermentativa:

- Leite e seus derivados, como iogurte, queijos, creme de leite, requeijão;
- Glúten (alimentos à base de cevada, trigo e centeio) como pães, bolachas e bolos;
- Açúcar e seus derivados, como sorbitol e manitol;
- Mel
- Alimentos picantes;
- Margarina, manteiga e maionese;
- Bebidas com cafeína como o café, chá-preto, chá-mate, refrigerantes;
- Sucos industrializados;
- Bebidas alcoólicas;
- Chás, como o chá-mate, chá preto;
- Frutas, como maçã, manga, melancia, pêssego, melão, ameixa, cereja, amora, abacate e nectarina;
- Frutas secas;
- Legumes como brócolis, couve, alcachofra, aspargos, couve-flor;
- Cogumelos;
- Leguminosas como feijão, soja, ervilha e lentilha;
- Alimentos ricos em gordura, fritos e embutidos;
- Oleaginosas como nozes, coco e amendoim;
 

Alimentos liberados para o consumo na dieta não fermentativa:

- Frutas como banana, carambola, uva, abacaxi, kiwi, limão, laranja, tangerina, morango e maracujá;
- Produtos sem lactose, como leites e iogurtes sem lactose, leite de arroz, leite de amêndoas;
-Hortaliças e leguminosas como milho, cenoura, berinjela, alface, pepino, abóbora, abobrinha, tomate, espinafre, batata inglesa, batata-doce;
- Produtos sem glúten, como pães, bolos, biscoitos, macarrão;
- Produtos com farinha de milho ou mandioca;
- Aveia, quinoa, arroz, tapioca;
- Chás claros como camomila e erva-doce;
- Água de coco e sucos de frutas naturais;
- Clara de ovo;
- Carnes magras.

Demais cuidados com a alimentação

É imprescindível que a dieta seja acompanhada por um profissional capacitado, como nutricionistas e nutrólogos, para fazer esta orientação, evitando-se assim carências nutricionais. A fim de trazer as atualizações sobre a Dieta Não-Fermentativa e como pode ajudar a rotina dos portadores da Síndrome do Intestino Irritável, o nutricionista inglêsNick Trott apresenta a palestra “O tratamento Low-FODMAP na Síndrome do Intestino Irritável: procedimentos, métodos e atualizações.”, durante a 9ª edição da Gluten Free Brasil, que acontece em São Paulo, nos dias 13 e 14 de julho.

Nutricionista especializado na área de gastroenterologia e premiado como um dos profissionais do ano em Doença Celíaca do Reino Unido em 2016, Nick é reconhecido como estudioso na educação e orientação de celíacos recém-diagnosticados e de demais quadros relacionados à sensibilidade ao glúten, e Síndrome do Intestino Irritável, como a dieta low-FODMAP (não-fermentativa).

O profissional vem ao Brasil a convite da Schär, multinacional italiana líder mundial em alimentação sem glúten e, que, oferece a linha mais completa do Brasil.

Ascom