Volta às aulas: meu filho é celíaco e agora?

As aulas já estão a todo vapor e, com ela, a volta da rotina corrida de horários apertados, tarefas de casa, trabalhos escolares e as opções de lanches para as crianças na escola.O ambiente escolar, provavelmente, é o segundo lugar onde a criança passa a maior parte de seu tempo. Para muitos pais essa questão torna-se ainda mais complicada quando se trata de crianças que precisam de uma alimentação inclusiva, como é o caso de crianças celíacas ou que possuem sensibilidade ao glúten.

Durante o ano letivo ocorrem muitos eventos na escola, seja uma festa de aniversário do colega, excursões, piqueniques entre os colegas de turma ou simplesmente a hora do recreio. Ainda há um grande desafio dentro das escolas – sejam elas públicas ou particulares, em oferecer opções sem glúten para aqueles que não podem consumir essa proteína.

Pães, bolos, salgadinhos de festa, biscoitos, bolachas: é grande a variedade de produtos oferecidos. Como lidar com as crianças que tem a doença celíaca e que são expostas a todas as ofertas de alimentos oferecidos na escola sem deixá-la excluída? Luiza Carvalho, nutricionista da Schär, líder mundial em alimentos sem glúten, separou algumas dicas aos pais que enfrentam este tipo de problema:

1. Comunique a todos os responsáveis sobre a condição da criança e os cuidados que devem ser tomados para que ela tenha segurança no dia a dia. Uma boa ideia é levar uma cartilha com todas as informações. Dessa forma, serve de apoio sempre que surgirem dúvidas.

2. Na hora do recreio, o ideal é que a criança leve lancheiras prontas de casa, com alimentos sem glúten, evitando assim o contato com os lanches dos colegas da escola. Atualmente há uma grande variedade de produtos sem glúten, semelhantes aos que as crianças levam para o lanche na escola, só que sem a proteína.  Opções muito práticas são os biscoitos porcionados  Schär, como Crackers, Maria e Choco Chip Cookies. Além dos biscoitos, outra ótima opção é o Pão de Forma Multigrãos, que é rico em fibras e é uma ótima opção de lanche, podendo ser combinado com recheios de acordo com o paladar da criança.

3. Converse com a criança sobre a importância de não comer o lanche dos colegas e explique a ela sobre a doença celíaca, falando sobre os cuidados que devem ser tomados, mas também a tranquilizando sobre como é possível ter uma alimentação sem glúten segura e saborosa.

4. Também é importante que os responsáveis pelo ensino solicitem aos pais informações e explicações do que é a condição celíaca e de como a criança poderá ser afetada, pedindo exemplos de alimentos permitidos e proibidos e ofereçam cuidados especiais durante as aulas.

5. Sugestão dos pais à direção da escola em promover um bate-papo sobre alimentação inclusiva, a fim de orientar e conscientizar alunos, pais e funcionários sobre a importância de respeitar os hábitos da criança celíaca.

6. O glúten também pode estar presente em materiais escolares, como massinhas de modelar (geralmente feitas de farinha de trigo), alguns tipos de giz de lousa, balões de látex e cola líquida. Nesse caso, os pais devem providenciar opções destes materiais isentos de glúten para a criança e assim, permitindo a integração dela com os colegas.

7. No caso das festas de aniversário que acontecem na escola, é fundamental recomendar a um adulto responsável que estará presente sobre a condição da criança. Uma alternativa é preparar uma lancheira com comidinhas similares a das festinhas, porém sem glúten.

De acordo com Luiza, o ideal é que a criança, que tem algum tipo de restrição alimentar, seja acompanhada por um nutricionista, pois dessa forma será ensinado a ela o que se deve ou não incluir na alimentação. “Opções nutritivas são ideais para compor uma alimentação equilibrada, considerando as necessidades nutricionais da criança em fase escolar”, destaca ela.

Assessoria de Imprensa