


Em 2006 os partidos PT, PSB e PTB se uniram numa aliança forte que culminou na campanha vitoriosa que elegeu Wellington Dias governador, Wilson Martins vice e João Vicente Claudino senador com expressivos quase um milhão de votos.
Tais resultados fortaleceram esses partidos, sobretudo suas lideranças e desenharam um novo quadro no cenário político piauiense. Basta compararmos os dados para percebermos essa influência. Em 2004, o PT contava com 7 prefeituras e 104 vereadores. Após a reeleição de Wellington, o partido saltou para 19 prefeituras e 168 vereadores em 2008. O PSB também não ficou atrás e aumentou de 2 para 38 o número de prefeitos e de 33 para 306 o número de vereadores. Nada comparado ao PTB de JVC. O partido saltou de 20 para 70 o número de prefeituras e de 186 para incríveis 409 vereadores. Tanto prestígio despertou nestes partidos a cobiça pelo palácio de Karnak. O petebista JVC espera contar com esse apoio e disputar a vaga. W. Martins pretende assumir o governo e usar a máquina administrativa a seu favor para fortalecer a sua campanha. Já o PT fará uso dos seus quase oito anos de mandato e da invejável popularidade de Lula e Wellington para alavancar a candidatura do então secretário de educação Antonio José Medeiros. O que estes partidos não contavam é que essa cisão na base trouxesse uma divisão também no eleitorado, enfraquecendo o bloco e tornado o cenário propício para o surgimento de um candidato de oposição. E ele veio. E forte. Silvio Mendes, reeleito com expressiva maioria prefeito da capital e com uma administração admirada e reconhecida nacionalmente o tucano tomou a ponta nas pesquisas de opinião pública tanto na capital quanto no interior (onde o partido era fraco) antes mesmo de iniciar a campanha. É bom o bloco governista tomar cuidado porque, ao que parece, com a base rachada, a ponte para o Karnak tende a desmoronar.
Eliaquim Sousa Nunes
Acadêmico de Pedagogia pela Universidade Estadual do Piauí – UESPI
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