


Às mulheres
Por Wilton Porto
Se meus dedos fossem Deus
Do poema o altar de luz
E no palor do teu destino
Todo o rubro do arrebol.
Do Amor que enfeita a paz
De um chão repleto de estrelas
O tecer do teu caminho
Para a dura lida da vida.
Dos meus braços um doce ninho
Na verde lei da igualdade
Da minha voz um piano
Nas turbulências dos dias
Da eternidade um firme laço
Da felicidade um hino.
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