Em entrevistas concedidas a TVs, rádios e jornais impressos o discurso da cúpula petista é apenas um: “Wellington tem que ficar e pronto”. Na última reunião do PT, Assembléia de Posse do Presidente Fábio Novo,
uma multidão e o próprio Fábio disse que o melhor que o PT faria era deixar o Wellington na cadeira comandando o cenário político de 2010.
Em entrevista ao Agora, na TV Meio Norte, na última segunda-feira, o Deputado Nazareno Fonteles foi mais rigoroso, disse com todas as letras: “Quem manda é o PT. Se a gente disser que Wellington tem que ficar, ele fica!”. O que deixou vários telespectadores estarrecidos. Visto que no mundo em que vivemos todos tem a opção do livre-arbítrio, o direito de ir e vir e a liberdade de expressão, acho que a ditadura petista começou a mostrar as unhas, não respeitando nenhum destes direitos e dizendo que Wellington Dias é um “fantoche”, que faz o que o partido quer. E mais, Nazareno disse que se assim ele não o fizesse, ele estaria traindo o partido e sendo infiel. Ou seja, cometendo o crime de infidelidade partidária.
No andar desta carruagem, uma das coisas que venho percebendo é que o partido dividido não é o PMDB e sim o PT, que não tem apenas duas facções e sim três. Os “Novos Democráticos” (Fábio Novo), que apóiam a continuação de Wellington como governador até o fim do mandato, mas de forma democrática, na base da conversa e da negociação, os “Arriscadores de Dias” (Wellington Dias), que defendem que o governador saia da cadeira e dispute uma vaga ao senado, mesmo correndo o risco de perder tudo e os “Ditadores” (Nazareno Fonteles), que querem a qualquer custo manter Wellington Dias na cadeira, para beneficiar alguns outros petistas. São aqueles que não pensam no bem do Piauí, e sim no bem do PT.
Resta saber se essa onda de querer que Wellington não se candidate não seja apenas uma jogada para apagar mais uma estrela do PT e tentar reacender uma outra estrela que no mais já é uma estrela cadente. Mas afinal, no PT quem é que manda? Porque no Piauí quem manda é o Povo.