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Rapidinhas

É no mínimo estranho que uma empresa de segurança dê a supervisão de suas ações a alguém com largo currículo assinado pela Polícia Federal acusando-o de dois assassinatos, duas tentativas de morte e ter realizado um atentado a uma empresa de turismo parnaibana, além do envolvimento com o tráfico.
Os leitores do Proparnaiba lembram que a via de acesso à Lagoa do Portinho continua intrafegável, no começo de dezembro o vice-governador Zé Filho informou que estava tentando antecipar para antes do réveillon a vinda da empresa executora da obra. Estamos em fevereiro e nem sinal homens trabalhando.

Judas é João e João é Judas



O evangelho de Judas segundo João

Alguém já conseguiu imaginar Judas na mesma mesa da Santa Ceia, onde Jesus estava dizendo: “alguém desta mesa me trairá”? Imaginem a cara de Judas, quando ele disse isso. O que pensou Judas? “Eita sou eu”, “Meu Deus ele descobriu”, “É...sou eu mesmo”, “Vacilão...ão”. É difícil imaginar o tamanho do sadismo de uma pessoa que senta-se a mesma mesa de outra planejando traí-la, mesmo que aquela traição seja “predestinada”. Somos humanos e pensamos, bem ou mal, mas pensamos no mal que estaremos provocando a outrem traindo-a. Pois bem, onde eu quero chegar dizendo isso? Na mesa de Wellington existe um Judas. E esse Judas age da mesma forma que o Judas de 2000 anos atrás. Ele apenas só será descoberto na hora “h”.

Desde que fala-se em campanha para Governador no ano de 2010 que Wilson Martins diz: “Eu sou candidato a governador, com ou sem o apoio de Wellington Dias”. Esse sempre foi seu posicionamento. Então ele saindo candidato não será surpresa pra ninguém. Marcelo Castro sabe que não depende só dele, mas de todo o PMDB, que historicamente nunca seguiu a mesma linha. E não será diferente este ano. Marcelo, pessoalmente, não trairá Wellington, mas o PMDB tem o “plano B” e este será posto em ação. Então Marcelo não pode ser considerado traidor. Ele pessoalmente não está pensando em traição. Mas e João Vicente? Será que ele quer ser governador? Será que ele quer perder todo o ganho economico que tem com o governo e a prefeitura? Ou será que ele quer apenas ver a reação de Wellington Dias? A real intenção não é ser governador e sim ver qual a verdadeira intenção do atual governador.
Wellington pode dizer que seu candidato é Antônio José. Mas João vicente quer ser o candidato da base. Ele só quer ser escolhido, ele não quer disputar. Ele quer saber quem são seus “amigos”. Está colocando todo mundo à prova. E no final das contas a história se repetirá. JVC entregará o PT ao julgamento popular, sozinho. Mas ele sabe que diferente de Jesus, o PT não ressucitará. Morre de vez.
Ele apenas está predestinado a ser o Judas da base aliada. E seu livre-arbitrio, depende do livre-arbitrio de outros. Se a base disser: “Nosso candidato é JVC”. Ele não trairá e continuará na base, mas apoiando outro. Mas se escolherem outro, a traição terá um motivo claro. “Só traí, porque eles me traíram” – dirá João Vicente. Mas tudo, tanto quanto predestinado, já foi premeditado.  João é Judas não por si só, mas pelo livre-arbitrio alheio. A escolha da base construirá um Judas, mas a culpa é de quem instigou a fera. A culpa é de quem colocou o nome de JVC à prova. Quem colocou pela primeira vez o nome dele na pesquisa de intenção de voto. Agora, quem vai colocar todos à prova é ele. “Já que me colocaram no fogo, quero ver até onde eles se queimarão por mim” – assim, eu acho que pensa, João Vicente. Mas ele só será traidor porque Wellington já foi predestinado a ser traído, pelo seu próprio livre-arbitrio.
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