


O Instituto Chico Mendes trabalha para que até o final do ano saia uma decisão em torno da unidade de conservação que prejudicaria o comércio, a pesca, o turismo e até a prática de competições, como as que ocorrem anualmente com o Kitesurf
– onde utiliza-se uma prancha e uma pipa no mar, aproveitando-se o vento e fazendo manobras. A prática, segundo o ICM, seria interrompida até que se prove que o esporte não provoca danos significativos em especial ao beixe-boi.
As medidas fazem parte de uma polêmica meta do governo federal de proteger, no mínimo, 10% do bioma marinho e costeiro brasileiros até 2015. Hoje, segundo dados obtidos junto ao Ministério do Meio Ambiente, somente 1% é considerado unidades de conservação no Brasil. O projeto de criar essa unidade no Piauí, abarcaria 30 dos 66 quilômetros do litoral do estado, já pequeno, por natureza. E seria o primeiro de dois que o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, pretende instalar em terreitório piauiense.
Os defensores da diminuição da área, entre eles o governo do estado - que pediu uma revisão do tamanho requerido pelo governo federal – argumenta que até a produção de energia eólica ficaria prejudicada com tamanha perca do que hoje é possível explorar no litoral piauiense. Mas na visão do Instituto, ligado ao MMA, expressa por Rafael Magris, analista ambiental do ICM, esses argumentos "não se justificam".
Em declaração ao jornal Valor Econômico, ele sustentou que “a proibição de algumas atividades, como a carcinicultura e a pesca com arrasto, já deveria existir pela agenda de gerenciamento costeiro atual. A unidade serviria como uma proteção extra, para aumentar o rigor da lei". Para se ter uma idéia do radicalismo, a proposta inicial da preservação da vida silvestre do peixe-boi marinho no Piauí tem 480 km quadrados.
Também está de posse do Instituto, levantamento realizado pelo próprio órgão, dando conta de que há atividades ilegais sendo realizadas na região. Entre elas a criação de camarão em manguezais. Magris argumenta que neste caso, elas precisam ser imediatamente suspensas, independente da criação da unidade de conservação. Os criadores dizem que possuem autorização. Porém, a proposta inviabiliza todas as fazendas.
Esse processo consiste em evitar o crescimento desordenado na região, segundo o ministério.
Redação do Portal AZ
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